A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgou, recentemente, o seu boletim mensal de fundos de investimentos para o mês de junho e primeiro semestre de 2026.
Os dados mostram que os FIDCs continuam atraindo a atenção dos investidores, mesmo em um ano desafiador para toda a economia brasileira e o segmento de fundos em geral.
Segundo o levantamento, os FIDCs registraram captação líquida de R$ 30,6 bilhões no primeiro semestre do ano. A captação líquida corresponde à diferença entre os valores investidos e os resgatados.
Na análise mês a mês, o ano de 2026 tem captações mais consistentes em relação a 2025. No entanto, junho do ano passado foi marcado pelo lançamento de dois grandes FIDCs, o que elevou significativamente o resultado do primeiro semestre.
Considerando apenas o acumulado até maio, os FIDCs captaram mais de R$ 21 bilhões em 2026, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando a categoria somou pouco mais de R$ 10 bilhões em captação líquida.
Segundo especialistas, alguns fatores explicam o bom desempenho dos FIDCs no primeiro semestre deste ano.
Com os juros ainda em patamares elevados, muitas empresas buscam alternativas ao crédito bancário, que é bastante caro para companhias de médio porte, inclusive aquelas em fase de crescimento.
Ao mesmo tempo, as instituições financeiras mantêm critérios mais restritivos para a concessão de crédito, inclusive em operações de curto prazo.
Nesse cenário, a antecipação de recebíveis junto a um FIDC torna-se uma alternativa mais viável para empresas que precisam reforçar o capital de giro.



