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Da Mesopotâmia à era digital: como funciona a antecipação de recebíveis

A história da operação conhecida hoje como antecipação de recebíveis vem da antiguidade, mais especificamente da Mesopotâmia, hoje ocupada principalmente pelo Iraque.

Eram usadas tabuletas de argila para registrar promessas de entrega de grãos e prata, em troca da antecipação dos valores em dinheiro para produtores e mineradores.

Ao longo dos séculos, a operação de crédito evoluiu. Recibos e notas promissórias em papel, que representavam promessas de pagamento futuro por um produto vendido, podiam se transformar em capital imediato nos bancos e nas empresas de fomento mercantil, as factorings.

Atualmente, com a digitalização das transações comerciais, a antecipação de recebíveis ficou mais rápida e mais segura. A criação dos FIDCs, em 2001, e a ampliação do acesso para investidores, em 2023, trouxeram mais uma alternativa para as empresas transformarem receitas futuras em capital imediato.

Por ser uma operação utilizada há tanto tempo pelas empresas, com taxas de juros menores que o financiamento de capital de giro sem garantia, a antecipação de recebíveis é, atualmente, a operação de crédito mais contratada por pessoas jurídicas no Brasil.

Segundo dados do Banco Central, somente em março de 2026 foram concedidos quase R$ 88,5 bilhões nas operações classificadas como Desconto de Duplicatas e Recebíveis. Valor que supera de longe o segundo maior volume de concessões no mês, via Antecipação de Faturas de Cartões, com pouco mais de R$ 50 bilhões.

Dentro deste contexto, o fundo New Trade Capital foi criado em 2011 para ser uma alternativa aos empresários para antecipar recebíveis. O fundo atende principalmente indústrias localizadas no estado de São Paulo, e pode ser acessado por investidores profissionais após uma cisão realizada em 2025.