Estávamos no começo de um novo milênio. Sete anos após o lançamento do Plano Real, que acabou com os longos anos de hiperinflação no Brasil. Era necessário modernizar as formas de investir dinheiro.
Foi nesse contexto que foram criados os Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) no final de 2001. Portanto, o ano de 2026 marca o aniversário de 25 anos desse instrumento que, atualmente, é um dos mais importantes dentro do mercado financeiro.
O nome é bem objetivo. Os FIDCs são fundos de investimentos compostos por receitas futuras que as empresas têm a receber fruto de vendas a prazo e parceladas.
Elas são representadas por contratos chamados de recebíveis. Antes da existência dos FIDCs, as empresas tinham como alternativas para antecipar essas receitas os bancos e as empresas de fomento mercantil, conhecidas como factorings.
Após a criação dos FIDCs ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro de 2001, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou o instrumento em dezembro do mesmo ano.
No entanto, os primeiros fundos foram estruturados somente entre 2003 e 2004. Durante praticamente 20 anos, esse produto esteve disponível somente para investidores qualificados, ou seja, fundos de investimento, fundos de pensão e grandes investidores.
Com novas regulamentações editadas pela CVM, os FIDCs se tornam acessíveis aos investidores de varejo a partir de 2023.
A demanda levou a um crescimento acelerado. Ao final de março de 2026, o patrimônio líquido dos FIDCs bateu os R$ 725 bilhões. Somente no ano de 2025, a captação líquida dos fundos de direitos creditórios foi de R$ 74 bilhões.
A New Trade atua nesse mercado há 15 anos. O fundo New Trade Capital foi constituído em 2011, e passou por uma cisão em 2025. Essa operação permitiu que investidores profissionais possam investir no FIDC, que tem em sua composição recebíveis de empresas sólidas parceiras da New Trade.


